Como de praxe, deixei para fazer esse post muitos dias depois que o que será descrito aqui aconteceu, mas espero que vocês gostem e que esse post tenha alguma influência para você, que assim como eu, também tinha um pé atrás com baladas.
Dia 28 de Outubro aconteceu a Festa à Fantasia do KitNet, uma balada aqui em Campinas onde a maioria dos seus frequentadores são LGBT, algo que já me deixou mais feliz ainda.
Eu e meus amigos ficamos tentando encontrar a fantasia perfeita e decidimos que iriamos todos de Georgie, o menininho do filme It. Quando chegou a última semana, nós escolhemos outra fantasia, exceto o Pedro que foi realmente de Georgie.
Escolhi ir de Wandinha Addams e fiquei extremamente feliz com o resultado. Peguei um vestido preto emprestado da Júlia e o coturno da Marie. Minha mãe fez o colarinho e o punho branco para finalizar a fantasia e lá fomos nós.
A Isabelle foi de Kayoko do filme O Grito enquanto o Brenno improvisou uma fantasia do Alex de Laranja Mecânica. Meu namorado inicialmente iria de lenhador, mas depois virou um nerd meio designer, então deu tudo certo com todo mundo e no final estávamos todos bagunçados.
Como eu disse, sempre tive o pé atrás com baladas porque nunca fui muito fã de ambientes cheio de pessoas, mas esse ano foi algo cheio de mudanças e novas experiências para mim, então resolvi dar uma chance e foi uma das coisas mais legais que aconteceram comigo.
A playlist era bastante variada, tinha sertanejo, pop e até musicas de Cocoricó e do programa Proerd. Sabe aquela história de que você não precisa beber para se divertir? Ela é real!
Eu não podia beber bebida alcoólica por conta do antidepressivo e consegui me divertir bastante e dançar muito sem uma gota de álcool.
Quando resolvemos ir embora lá pelas cinco da manhã, compramos 1kg e pouco de salgadinhos e procuramos algum lugar para comer. Estávamos todos acabados, com as pernas doendo, morrendo de sono, mas extremamente felizes.
(Re)Começando o Bullet Journal
Postado por
Jamile Galtério
11 novembro 2017
No post Projetando o Futuro (?), falei rapidamente que
comecei a fazer um Bullet Journal relatando minha primeira semana com o
antidepressivo. Comentei que desisti dele por não ter saído como queria, quando
o real motivo é: ele não estava Tumblr o suficiente para mim.
Passei vários meses assistindo vídeos e vendo tudo quanto é
coisa sobre esse sistema, mas acabou que fiquei focada demais na estética que
certas pessoas possuem, os materiais gringos incríveis, e aí me frustrei,
resultando na minha desistência.
Acontece que dia desses ganhei uma caderneta nova bem
parecida com um Moleskine e pensei: "agora
vai". Ele é liso, então fica meio difícil escrever, pelo menos para
mim, porque não consigo muito bem escrever em folhas sem linha, então recortei
um pedaço de papel quadriculado e assim estou indo.
Se você não faz ideia alguma do que se trata o Bullet Journal, aqui vai uma explicação bem rápida e básica. O BuJo é um caderno em
que você anota rapidamente suas tarefas do dia, lista de afazeres e qualquer
coisa que quiser. É uma forma rápida e extremamente simples de se organizar.
Como funciona?
A primeira página do seu caderno tem, na maior parte das
vezes, um título que indica que página é aquela. Isso serve para
você identificar rapidamente o que quer olhar naquele momento, seja ele um dia
ou conteúdo específico.
O método do BuJo tem esse nome porque usa o sistema de “bullets” ou “balas”, que são símbolos usados para te ajudar a identificar
eventos, tarefas ou anotações.
Eu criei meu próprio sistema, que já tenho na cabeça em
mudar em breve porque estou me esquecendo, porem o criador do sistema, RyderCarroll, criou um sistema universal para você usar ou modificar da forma que
preferir.
- Bolinha (‘•’): são as tarefas e servem para qualquer coisa que você precise fazer;
- ‘X’: quer dizer que a tarefa foi concluída;
- Sinal de maior que (‘>’): quer dizer que a tarefa migrou para outra data;
- Sinal de menor que (‘<’): quer dizer que aquela tarefa está agendada, ou seja, ganhou dia e horário novo;
- Círculo (‘○’): são os eventos;
- Tracinho (‘–‘): sinaliza uma nota. Qualquer coisa que você queira anotar, porém que não seja uma tarefa ou evento.
São esses os símbolos básicos para identificação usados no
Bullet Journal, mas você é livre para modifica-los da forma que achar melhor.
Quando uma tarefa ou evento for prioridade, você pode
adicionar um asterisco (‘*’) nele, caso seja uma inspiração, pode usar um ponto
de exclamação (‘!’), agora se for algo que você precisa pesquisar sobre ou
coisa do tipo, pode usar um ponto de interrogação (‘?’). São esses símbolos que
te ajudam a definir a importância de algo.
Cada Bullet Journal começa com alguns elementos deste
esqueleto:
- Index (Índice): uma lista compilada de suas páginas para futura referência;
- Key (Chave): uma lista dos símbolos que você vai usar no seu sistema;
- Future Log (Diário do Futuro): uma lista dos eventos futuros para os próximos meses. Aqui você adiciona as datas importantes, feriados e eventos já marcados com antecedência que você tem certeza que vão acontecer;
- Monthly Log (Diário Mensal): aqui você transfere os eventos do Future Log em uma visão geral das tarefas, eventos e qualquer outra coisa do mês atual;
- Daily Log (Registro Diário): são as tarefas diárias listadas rapidamente durante o dia.
Resolvi acrescentar coisas como “Trackers” ou “Rastreadores”,
dividido entre o meu humor e hábitos diários feitos naquele dia, como lavar o
cabelo ou postar no blog. Você decide o que quer controlar. Muita gente gosta
de controlar o sono ou a quantidade de água que bebeu naquele dia, o que é algo
bastante interessante.
Algumas pessoas fazem uma página específica para escrever
algumas linhas por dia, outras para desenhar e você pode estar sempre olhando
no Pinterest para mais inspirações.
É claro que o meu não está lá aquelas coisas por falta de
dons artísticos e alguns materiais que quero adquirir, tanto para o BuJo quanto
para a faculdade, mas quero continuar seguindo com ele.
Caso não queira investir em um caderninho para começar o
seu, pode assistir o vídeo abaixo onde o ilustrador e escritor, Vitor Martins,
te ensina a fazer um caderninho bem simples e gastando muito pouco. Quando
comecei o meu, foi em um caderninho desses que agora utilizo para algumas
coisas da faculdade.
Se depois desse post enorme você ainda não entendeu muito bem, deixo aqui o vídeo do próprio criador do Bullet Journal te explicando como funciona. Ligue as legendas e escolha a opção Português. No site oficial do BuJo você encontra um guia em PDF sobre como começar o seu, e o melhor, ele é traduzido 😍
Não vou negar que estou absolutamente viciada em passar
minhas horas livres assistindo vídeos de BuJo e salvando no meu painel do Pinterest tudo
quanto é coisa sobre esse método que vou vendo.
E você, também faz parte desse mundo dos Bullet Journals?
Tem algo que gosta de rastrear e acha que vou gostar também? Deixa aí nos
comentários que vou adorar testar coisas novas 😄
É preciso dizer 'não'
Postado por
Jamile Galtério
22 outubro 2017
![]() |
| via Stocksnap.io |
Trabalho em grupo na escola já é ruim, mas na faculdade isso é mil vezes pior. Vai demorar um pouco até você achar um grupo perfeito para trabalhar, vai ter muita discussão e briga, mas você vai achar. Será preciso se juntar com algumas pessoas que só querem ser carregadas nas costas, mas quando você achar um grupo, aquele grupo que você tem certeza que quer ter ao seu lado para todos os trabalhos, aí sim as coisas começam a andar.
Você vai ter que dizer 'não' para pessoas que você gosta muito pelo simples fato de eles não fazerem nada e não se tocarem disso, ou se for como eu, do tipo que não consegue falar 'não', vai simplesmente – e infelizmente – levando essas pessoas e fazendo o trabalho deles, ganhando nota para eles.
Não tem como te falar para ser calmo, não dá para ser calmo na faculdade quando você tem doze matérias, acorda cedo, pega ônibus cheio e ainda chega na sala para estudar e ter que ficar ouvindo conversinha paralela de gente que só alimenta seu ranço. Mas dentre todas essas coisas, é preciso dizer 'não' quando aquela pessoa que você gosta quer entrar no seu grupo de trabalho, mas você não quer ela porque sabe que não faz nada e ainda usa desculpas para se justificar.
Infelizmente tem aquele porém. Você vai negar aquela pessoa no seu grupo, e ela vai para outro fazer exatamente a mesma coisa, até ninguém mais querer trabalhar com ela e no final essa pessoa vai ter que aprender – na marra – que nem tudo vai vir de mão beijada.
Eu queria dizer 'não' há muito tempo. Eu queria falar 'não, você não pode fazer comigo, porque no final acaba não fazendo nada', mas simplesmente não consigo. São muitos nãos, mas é preciso dizer.
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