É (im)possível se organizar na faculdade

08 outubro 2017

Foto por Roman Bozhko
via Unsplash
Apesar de tentar, eu não consigo muito ser organizada com meus compromissos, lições, trabalhos e muitas outras coisas para fazer. Em 99% do tempo, eu simplesmente acabo esquecendo o que eu tinha que fazer e no final fica tudo para última hora.
Com a chegada da semana de provas, fiquei atolada de matérias para estudar e trabalhos para fazer, então pensei que seria interessante mostrar um pouco a forma da qual eu me organizo (ou tento organizar) com as coisas da faculdade e também estudar.


De Pernas Para o Ar

26 setembro 2017


Estou prestes a completar quatro consultas (tirando a primeira que nada mais é do que uma conversa rápida apenas para explicar sobre mim) com a psicóloga. Eu estava um pouquinho relutante porque já fiz tratamento psicológico quando criança e eu simplesmente odiava quando chegava o dia de me sentar naquela cadeira e contar da minha vida para aquela mulher que era mais louca do que eu. Mas como disse minha professora de psicologia:
Só louco faz psicologia porque acha que assim vai curar a loucura.
Nas primeiras duas consultas eu ainda estava com um pé atrás, mas depois isso passou e estou me sentindo um pouco mais aberta a dialogar. Toda consulta eu tenho que "levar" para ela algo para discutirmos, seja algo que me aborreceu ou me deixou bastante feliz, mas sempre tenho que levar algo. Em todas as consultas – até o momento – conversamos sobre apenas uma coisa que não vem ao caso, mas na próxima pretendo levar algo diferente que ainda não sei.

Com relação à psiquiatra, já tive três consultas, todas elas excelentes e que sempre me deixam empolgada para a próxima.

Primeira Consulta

Decidi ir até ela por conta da ansiedade, nervosismo e outras coisas. Nesse dia desabafei sobre minha vida e afins, até ela dizer que eu deveria iniciar um tratamento psicoterapêutico uma vez na semana por conta da depressão e da minha impulsividade.
 Ela me receitou o meu melhor amigo, Exodus, e desde então estou tomando-o e me sentindo uma pessoa totalmente diferente.

Segunda Consulta

Eu deveria já ter começado o tratamento psicoterapêutico, mas deixei a guia do convênio vencer. Expliquei pra ela como estava me sentindo, que já via diferença em mim e ela me perguntou se a minha família ou alguém ao meu redor tinha visto e falei que se notaram diferença, ninguém mencionou.
 No dia seguinte comentei com meus amigos da faculdade sobre essa pergunta dela e eis que todo mundo me notou diferente e eu fiquei super feliz com isso. A própria psiquiatra disse que já podia me sentir diferente em comparação com a primeira consulta e eu gostei disso.

Terceira Consulta

Na primeira consulta eu estava meio acanhada em contar das coisas, na segunda eu consegui me abrir um pouco, mas na terceira era como se nós duas fossemos amigas há anos. Eu consegui contar tudo para ela. Falar que me sentia diferente, contei que estava um pouco insegura sobre voltar ao meu antigo eu quando parasse de tomar o remédio e ela disse que ainda vai demorar mais ou menos um ano até começarmos a diminuirmos a dose para chegar a zero.
 Contei que tinha feito novas amizades na faculdade, que estava mais sociável (o Exodus também é para me ajudar com minha fobia social) e que a Kerlem estava tentando me ajudar a organizar minha vida na faculdade porque tenho um grande problema em lembrar qualquer coisa. Por conta desse meu esquecimento, ela me pediu para falar com a psicologa sobre isso e pedir alguns exercícios para me ajudar.
 Mencionei para ela sobre a Isa e o blog dela, de como ela se sentiu indo a primeira vez no psiquiatra e que também iniciou tratamento com remédios e que até indiquei à ela a psicóloga que estava indo.
 Falamos também sobre a Isabelle quando ela mencionou o tabu que ainda envolve a psiquiatria e a visão que as pessoas possuem sobre isso.
 Resumindo tudo, não vejo a hora de voltar para a quarta consulta que é só em Novembro. Começamos com quarenta dias entre uma consulta e outra e agora já partimos para cinquenta.

O título desse post pode até parecer que minha vida desandou e está tudo de pernas para o ar, mas é totalmente o contrário. Minha vida está se encaminhando, finalmente, do jeito certo, estou feliz e tratando da minha saúde. O título é simplesmente porque estou de pernas para o ar de felicidade, e também porque gostei muito desse gif da Michelle Malréchauffé.

O Sol é para Todos

09 setembro 2017

Em uma passeada pelo site da Amazon, coloquei O Sol é Para Todos no carrinho, mas acabei comprando outros dois livros e deixando esse para uma próxima, e então o Pedro, um amigo da faculdade, disse que tinha o livro e me emprestaria. Fiquei meio que obcecada querendo acabar o livro logo e ocasionalmente fazendo perguntas a ele, mas com aquele medinho de receber algum spoiler. Cheguei até o final sem spoilers e me contendo para não procurar na internet sobre o final ou coisa do tipo.
O Sol é para Todos
To Kill a Mockingbird
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano: 1963
Páginas: 364
Nota:
Sinopse: Um dos romances mais adorados de todos os tempos, O sol é para todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930. Jem e Scout Fincher testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. A esperta e sensível Scout, narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Mas não é só nessa acusação e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Ao longo do livro, os dois irmãos e seu pequeno amigo de férias, Dill, passam por tensas aventuras, grandes surpresas e importantes descobertas. Nos episódios vividos ao lado de personagens cativantes, como Calpúrnia, Boo Radley e Dolphus Raymond, aprendem e ensinam sobre a empatia, a tolerância, o respeito ao próximo e a necessidade de se estar sempre aberto a novas idéias e perspectivas.

O livro é todo narrado pela Scout – apelido carinhoso de Jean Louise –, filha de Atticus, um advogado da cidadezinha fictícia de Maycomb. Toda a história se passa na década de 30, quando se dá a Grande Depressão.

Na primeira metade do livro, conhecemos um pouco sobre a sociedade de Maycomb. Em suas férias, Scout juntamente de seu irmão mais velho Jem e seu amigo Dill, tentam fazer com que seu vizinho, Arthur Radley saia de casa. Há toda uma história em torno do porque Boo – como Arthur foi apelidado – não sai de casa há anos e isso faz com que a imaginação fértil das crianças façam brincadeiras com relação a isso.

Tudo muda quando o pai de Scout é nomeado advogado de defesa de Tom, um homem negro que foi acusado injustamente de estuprar uma garota branca. O comportamento dos habitantes de Maycomb muda de forma drástica com tudo isso, que passam não só a atacar Atticus, como também seus filhos.

O Sol é Para Todos envolve a gente em uma história sobre discriminação racial, racismo, direitos humanos e preconceitos históricos.

Parece que o livro faz parte das leituras, acho eu que obrigatórias, das escolas dos Estados Unidos e muitas pessoas são contras por dizerem que o livro é racista ou coisa do tipo, algo que eu não achei, mas obviamente estou aberta a discussões sobre ele.

Existe uma continuação que se passa vinte anos depois dos acontecimentos de O Sol é Para Todos e se chama Vá, Coloque um Vigia, lançado em 2015.

O livro é um clássico que independente de quantos anos após seu lançamento ele seja lido, seu conteúdo permanece relevante para dias atuais. Há muitos ensinamentos no livro que são passados por Atticus, um deles é que racismo é errado e ninguém merece ser preso e/ou morto apenas pela cor de sua pele.
Por ser narrado em primeira pessoa e por uma criança de seis anos de idade, o livro acaba sendo uma leitura extremamente agradável.


Uma das partes que mais gostei, e acabei usando em um trabalho da faculdade, é quando as crianças questionam Calpúrnia do porque ela fala como os outros negros quando está com eles sendo que ela não fala assim no seu dia-a-dia com as crianças.

Não vejo a hora de ler a continuação, pois é um livro que gostei bastante e infelizmente vi nele coisas que andam acontecendo diariamente na sociedade.
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Como disse, estou aberta a discussões caso você tenha lido ele e principalmente se você teve uma visão do livro extremamente diferente da minha.

Se você quiser saber qual livro estou lendo atualmente ou quais já li, é só me seguir no Goodreads :)