O Sol é para Todos

09 setembro 2017

Em uma passeada pelo site da Amazon, coloquei O Sol é Para Todos no carrinho, mas acabei comprando outros dois livros e deixando esse para uma próxima, e então o Pedro, um amigo da faculdade, disse que tinha o livro e me emprestaria. Fiquei meio que obcecada querendo acabar o livro logo e ocasionalmente fazendo perguntas a ele, mas com aquele medinho de receber algum spoiler. Cheguei até o final sem spoilers e me contendo para não procurar na internet sobre o final ou coisa do tipo.
O Sol é para Todos
To Kill a Mockingbird
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano: 1963
Páginas: 364
Nota:
Sinopse: Um dos romances mais adorados de todos os tempos, O sol é para todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930. Jem e Scout Fincher testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. A esperta e sensível Scout, narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Mas não é só nessa acusação e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Ao longo do livro, os dois irmãos e seu pequeno amigo de férias, Dill, passam por tensas aventuras, grandes surpresas e importantes descobertas. Nos episódios vividos ao lado de personagens cativantes, como Calpúrnia, Boo Radley e Dolphus Raymond, aprendem e ensinam sobre a empatia, a tolerância, o respeito ao próximo e a necessidade de se estar sempre aberto a novas idéias e perspectivas.

O livro é todo narrado pela Scout – apelido carinhoso de Jean Louise –, filha de Atticus, um advogado da cidadezinha fictícia de Maycomb. Toda a história se passa na década de 30, quando se dá a Grande Depressão.

Na primeira metade do livro, conhecemos um pouco sobre a sociedade de Maycomb. Em suas férias, Scout juntamente de seu irmão mais velho Jem e seu amigo Dill, tentam fazer com que seu vizinho, Arthur Radley saia de casa. Há toda uma história em torno do porque Boo – como Arthur foi apelidado – não sai de casa há anos e isso faz com que a imaginação fértil das crianças façam brincadeiras com relação a isso.

Tudo muda quando o pai de Scout é nomeado advogado de defesa de Tom, um homem negro que foi acusado injustamente de estuprar uma garota branca. O comportamento dos habitantes de Maycomb muda de forma drástica com tudo isso, que passam não só a atacar Atticus, como também seus filhos.

O Sol é Para Todos envolve a gente em uma história sobre discriminação racial, racismo, direitos humanos e preconceitos históricos.

Parece que o livro faz parte das leituras, acho eu que obrigatórias, das escolas dos Estados Unidos e muitas pessoas são contras por dizerem que o livro é racista ou coisa do tipo, algo que eu não achei, mas obviamente estou aberta a discussões sobre ele.

Existe uma continuação que se passa vinte anos depois dos acontecimentos de O Sol é Para Todos e se chama Vá, Coloque um Vigia, lançado em 2015.

O livro é um clássico que independente de quantos anos após seu lançamento ele seja lido, seu conteúdo permanece relevante para dias atuais. Há muitos ensinamentos no livro que são passados por Atticus, um deles é que racismo é errado e ninguém merece ser preso e/ou morto apenas pela cor de sua pele.
Por ser narrado em primeira pessoa e por uma criança de seis anos de idade, o livro acaba sendo uma leitura extremamente agradável.


Uma das partes que mais gostei, e acabei usando em um trabalho da faculdade, é quando as crianças questionam Calpúrnia do porque ela fala como os outros negros quando está com eles sendo que ela não fala assim no seu dia-a-dia com as crianças.

Não vejo a hora de ler a continuação, pois é um livro que gostei bastante e infelizmente vi nele coisas que andam acontecendo diariamente na sociedade.
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Como disse, estou aberta a discussões caso você tenha lido ele e principalmente se você teve uma visão do livro extremamente diferente da minha.

Se você quiser saber qual livro estou lendo atualmente ou quais já li, é só me seguir no Goodreads :)

Seria esse meu novo eu?

02 setembro 2017

Fiquei alguns dias pensando nesse post, em como escrevê-lo e se era algo realmente interessante, mas a nova eu acha que sim, é interessante, e sim, ele merece ser mostrado ao mundo.

Alguns dias atrás na faculdade, tivemos que preparar um café da manhã meio que temático para a aula de Inovação e Criatividade. O nosso grupo borbulhou de idéias e no final fizemos o Kardashian's Breakfast, um café da manhã saudável e meio que baseado nas coisas que as próprias Kardashian-Jenner comeriam em suas manhãs.

A Julia, uma das integrantes do meu grupo, levou uma daquelas Polaroids da Intax e fez duas fotos nossa. Uma com a professora e outra do nosso grupo sozinho com o Pedro, um amigo nosso do outro grupo. Ela me deu a foto e fiquei em casa um tempão analisando ela com um sorriso no rosto.
Se alguém me dissesse lá atrás que eu teria muitos amigos extremamente legais, estaria socializando mais do que já socializei em toda a minha vida, eu riria muito e diria que isso nunca ia acontecer. Porém, que bom que aconteceu.

Uma das coisas que eu senti, e a Isa do maravilhosos Nu e Cru também sentiu em mim, foi que eu mudei. Estou conversando com pessoas diferentes, fazendo novas amizades, sendo bastante sociável, algo que não consegui ser direito no meu primeiro semestre.
Não fico mais nervosa em conversar com pessoas novas, ou de falar na frente da sala — embora ainda não tenha tido que apresentar nenhum trabalho até o momento. Apesar de ainda não ter coragem para erguer minha mão e fazer alguma pergunta durante a aula, eu converso com os professores, algo que muitas semanas atrás me faria tremer na base.

Não vou negar, eu estou gostando dessa nova eu, uma nova Jamile. Ela é agradável com os outros e principalmente com si mesma. É diferente de como eu era há uns cinco ou seis anos atrás e é como eu quero ser daqui para frente.
Tenho quase certeza que essa nova eu é por causa do medicamento e que se eu parar de tomá-los, ela pode acabar indo embora, mas eu tenho esperanças de que vou conseguir continuar com ela, de que vou continuar sendo assim sem precisar de um "estímulo" que é meio salgadinho para o meu bolso.

Outra coisa que também estou gostando bastante é que não me sinto mais travada para escrever e postar coisas como esse texto. Não é algo que eu costumava fazer, apesar de ser algo que eu queria muito fazer. Isso pode atrair um novo público e também mandar embora o antigo, mas eu não me importo com isso, pois estou fazendo algo que me faz feliz e é isso que me importa.

Se você gostou deste post, tenho certeza de que vai gostar do blog Nu e Cru. A Isa é estudante de jornalismo da mesma faculdade que eu e escreve textos pessoais maravilhosos. Ela também está em tratamento médico, o que significa que se você se interessa por essas coisas que estou escrevendo, vai achar bacana ter uma visão de uma outra pessoa sobre essa situação.

Não vou negar que é meio que libertador escrever aqui sobre temas diferentes de antes e também mais pessoais, quase que um desabafo para os meus leitores :)
Se você gostou do post, quer saber mais sobre mim ou qualquer outra coisa, deixa seu comentário ai embaixo. Aceito dicas de possíveis futuros posts também 💖

Angústias e tempo

22 agosto 2017

via Unsplash
O segundo semestre da faculdade começou tem algumas semanas e fiquei atolada entre um milhão de coisas para fazer, e pouco tempo para entregar.

Para as aulas de Tipografia, nosso professor – que semestre passado era o de Elementos e Técnicas de Comunicação com o Mercado – pediu que a gente fizesse um canal no YouTube para ensinarmos tipografia, design e algumas outras coisas. Eu fiquei como uma das apresentadoras do canal e também responsável pela edição dos vídeos.

Acabou que agosto foi um mês extremamente desgastante para mim. Na mesma semana eu precisava terminar de gravar e editar o vídeo para o trabalho e também fazer algumas coisas pessoais, deixando-me com pouco tempo para conciliar tudo isso.

Minha ansiedade está muito melhor agora por causa dos remédios, mas isso não impediu de me fazer deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente. A todo momento estou pensando nas coisas que ando enrolando para fazer, no que vou ter que fazer e como vou conseguir fazer tudo isso em tão pouco tempo.
São vídeos para editar, trabalhos para fazer e muitas outras coisas que estão por vir.

Mesmo estando cursando 12 matérias nesse semestre, não imaginava que ele seria tão cansativo como está sendo. Se tudo isso está acontecendo em menos de um mês, não consigo nem imaginar o que vai acontecer nos próximos que virão.

Acabei deixando o blog Рnovamente Рde lado, mas nesse meio tempo fui escrevendo alguns posts que esṭo no rascunho apenas esperando para que eu fa̤a as fotos ou termine alguns poucos detalhes que faltam.
Resolvi também voltar com o canal depois de sabe-se lá quanto tempo sem vídeo. Como decidi dar mais uma chance para o Bullet Journal, achei que seria interessante fazer vídeos sobre o assunto ou qualquer outra coisa que fosse surgindo. Também pensei em fazer vídeos mais pessoais, pois conheci um canal novo, o Hi I'm Mimi, e fiquei com essa sementinha de ideia na cabeça.

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Então é isso. Esse post foi só um desabafo rápido porque ultimamente ando sentindo vontade de fazer isso, posts que são mais desabafos, apenas para tirar de mim algo que começa a me angustiar.

Se você tem alguma ideia de vídeo ou tema para me ajudar nessa jornada louca de "youtuber", vou ficar bastante feliz e com certeza irei fazê-la – assim espero.