O Sol é para Todos

09 setembro 2017

Em uma passeada pelo site da Amazon, coloquei O Sol é Para Todos no carrinho, mas acabei comprando outros dois livros e deixando esse para uma próxima, e então o Pedro, um amigo da faculdade, disse que tinha o livro e me emprestaria. Fiquei meio que obcecada querendo acabar o livro logo e ocasionalmente fazendo perguntas a ele, mas com aquele medinho de receber algum spoiler. Cheguei até o final sem spoilers e me contendo para não procurar na internet sobre o final ou coisa do tipo.
O Sol é para Todos
To Kill a Mockingbird
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano: 1963
Páginas: 364
Nota:
Sinopse: Um dos romances mais adorados de todos os tempos, O sol é para todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930. Jem e Scout Fincher testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. A esperta e sensível Scout, narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Mas não é só nessa acusação e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Ao longo do livro, os dois irmãos e seu pequeno amigo de férias, Dill, passam por tensas aventuras, grandes surpresas e importantes descobertas. Nos episódios vividos ao lado de personagens cativantes, como Calpúrnia, Boo Radley e Dolphus Raymond, aprendem e ensinam sobre a empatia, a tolerância, o respeito ao próximo e a necessidade de se estar sempre aberto a novas idéias e perspectivas.

O livro é todo narrado pela Scout – apelido carinhoso de Jean Louise –, filha de Atticus, um advogado da cidadezinha fictícia de Maycomb. Toda a história se passa na década de 30, quando se dá a Grande Depressão.

Na primeira metade do livro, conhecemos um pouco sobre a sociedade de Maycomb. Em suas férias, Scout juntamente de seu irmão mais velho Jem e seu amigo Dill, tentam fazer com que seu vizinho, Arthur Radley saia de casa. Há toda uma história em torno do porque Boo – como Arthur foi apelidado – não sai de casa há anos e isso faz com que a imaginação fértil das crianças façam brincadeiras com relação a isso.

Tudo muda quando o pai de Scout é nomeado advogado de defesa de Tom, um homem negro que foi acusado injustamente de estuprar uma garota branca. O comportamento dos habitantes de Maycomb muda de forma drástica com tudo isso, que passam não só a atacar Atticus, como também seus filhos.

O Sol é Para Todos envolve a gente em uma história sobre discriminação racial, racismo, direitos humanos e preconceitos históricos.

Parece que o livro faz parte das leituras, acho eu que obrigatórias, das escolas dos Estados Unidos e muitas pessoas são contras por dizerem que o livro é racista ou coisa do tipo, algo que eu não achei, mas obviamente estou aberta a discussões sobre ele.

Existe uma continuação que se passa vinte anos depois dos acontecimentos de O Sol é Para Todos e se chama Vá, Coloque um Vigia, lançado em 2015.

O livro é um clássico que independente de quantos anos após seu lançamento ele seja lido, seu conteúdo permanece relevante para dias atuais. Há muitos ensinamentos no livro que são passados por Atticus, um deles é que racismo é errado e ninguém merece ser preso e/ou morto apenas pela cor de sua pele.
Por ser narrado em primeira pessoa e por uma criança de seis anos de idade, o livro acaba sendo uma leitura extremamente agradável.


Uma das partes que mais gostei, e acabei usando em um trabalho da faculdade, é quando as crianças questionam Calpúrnia do porque ela fala como os outros negros quando está com eles sendo que ela não fala assim no seu dia-a-dia com as crianças.

Não vejo a hora de ler a continuação, pois é um livro que gostei bastante e infelizmente vi nele coisas que andam acontecendo diariamente na sociedade.
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Como disse, estou aberta a discussões caso você tenha lido ele e principalmente se você teve uma visão do livro extremamente diferente da minha.

Se você quiser saber qual livro estou lendo atualmente ou quais já li, é só me seguir no Goodreads :)

Resenha: Quarto

16 maio 2016

Faz tanto tempo que eu não escrevo uma resenha de livro que já nem sei por onde começar, principalmente quando se trata de um livro tão incrível como Quarto.
Quarto
Room
Autor: Emma Donoghue
Editora: Verus
Ano: 2011
Páginas: 349
Nota:
Sinopse: Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.
Jack nunca teve contato com o mundo exterior (ou o Lá Fora como ele fala durante o livro) e para ele nunca existiu um mundo fora do quarto.
Ele vive confinado com sua mãe e ela é a única pessoa que ele conhece ou já manteve contato. Foi dentro do quarto e com os ensinamentos de sua mãe que ele aprendeu a ler e escrever (coisas que ele faz com bastante destreza), e é lá que ele passa alguns anos de sua infância, brincando com utensilios improvisados e sendo amigos dos personagens da televisão dos quais ele sempre achou que não passasse de algo mágico e que não existisse.
Sua mãe foi sequestrada aos dezenove anos e ficou presa em cativeiro por sete anos. Quando o garoto faz cinco anos, ela resolve começar a desmentir algumas coisas que ela contou a ele e uma delas é sobre como algumas coisas que ele vê na televisão é realmente real e que existe todo um mundo fora do quarto esperando por ele.
— Eu desci e fui criança como você, e morava com meu pai e minha mãe.
Sacudi a cabeça.
— A mãe é você.
— Mas eu tive a minha, que eu chamava de mamãe. Ainda tenho.
Por que ela estava fingindo assim? Era uma brincadeira que eu não conhecia?
Os dois elaboram um plano com o nome de Fuga do Inferno e Jack é parte crucial nisso. A Mãe confia em seu filho curioso de cinco anos para salva-los do quarto e das mãos do sequestrador do qual eles apenas conhecem como Velho Nick.

O livro é narrado em 1ª pessoa por Jack e a cada linha eu me apaixonava mais ainda por ele e sentia necessidade de protege-lo.
Ele vai contando sobre seus dias no Quarto e depois que fogem, ele vai tendo experiências novas e uma delas é respirar ar puro ou simplesmente falar com outras pessoas.
Jack vai amadurecendo a medida que vai se desenvolvendo a narrativa e ele vai descobrindo coisas novas e experimentando saber o que ele gosta ou não, uma delas é sapato, pois eles nunca tiveram sapatos dentro do Quarto.
— Eu não gosto.
A giratória empacou, não queria girar, foi me espremendo pra fora.
— Segure a minha mão.
— O vento vai rasgar a gente.
Fiquei sabendo do livro por conta do lançamento do filme Room (no Brasil, O Quarto de Jack) e assim que terminei de ver o filme sabia que precisava ler o livro.
O roteiro do filme foi escrito pela própria autora, ou seja, ele foi o mais fiel possível ao livro, embora o filme não conta algumas coisas como o fato da Mãe já ter engravidado outra vez do Velho Nick, sobre a Mãe ter um irmão chamado Paul e uma filha pequena que é a primeira criança com a qual Jack tem contato. O filme passa a ideia de que a Mãe e Jack ficam morando com a Vovó, mas no livro os dois se mudam para um apartamento onde cada um tem um quarto para "pensar" sozinho.

Brie Larson (a Mãe) ganhou o Oscar de Melhor Atriz dentre todos os outros prêmios aos quais ela foi indicada por conta do filme. Jacob Trembley (Jack) ganhou o Critics Choice Awards de Melhor Ator Jovem e achei muito injusto a falta de indicação dele no Oscar e não fui a única a achar isso.
Para terminar o post, fiquem com esse vídeo maravilhoso de Jacob recebendo seu prêmio, porque se você não ficou com vontade de ler o livro ou ver o filme, Jake vai ter fazer mudar de opinião.

Tipos de Livros (hardcover, hardback, paperback, ...)

04 janeiro 2016

Quem compra livros pela internet, principalmente em sites internacionais, sempre acaba ficando na dúvida com relação ao tipo do livro, pois eles possuem diversos tipos (hardback, hardcover, ...) e isso acaba confundindo bastante, já que para gente o comum é aquele livro de tamanho normal com orelha que possui a sinopse do livro e informações do autor.
Resolvi fazer um guia ilustrado com imagens para você nunca mais sofrer em querer saber qual é a melhor e qual é aquela que você quer na hora de comprar em sites gringos.

Hardcover = Edição de Luxo

Essa edição é em capa dura e lisa, ou seja, a capa dela não contém nenhuma informação e o nome do livro e autor fica localizado na lombada. Ela vem com uma jacket que protege a capa é onde contém ilustrações e detalhes do livro.
No Brasil essas versões são muito caras, e muitas vezes é mais coisa de estética compra-las, e aqui são conhecidas como edição de luxo.

Hardback = Capa Dura

Essa é uma versão normal de capa dura e todas as informações e ilustrações vem na própria capa, sem a jacket. Essa edição normalmente não possui orelhas, mas as folhas são de ótima qualidade. Essa edição é a mais comum no Brasil em comparação com as hardcovers, mas também tem um precinho meio alto.
A hardback é quase que um padrão nos Estados Unidos e Inglaterra, então para eles hardcover e hardback é quase a mesma coisa.

Paperback = Edição Econômica

Essa versão é a mais comum e com capa de papel, brochura e afins. Ela pode ou não ter orelhas e sai muito mais em conta do que uma hardcover/back.
Aqui no Brasil essa edição é chamada de brochura e você só consegue saber se ela vêm com orelhas nos comentários do produto, enquanto nos sites internacionais você não consegue encontrar, pois ele só diz que o livro é paperback.


Pocket/Mass Market Paperback = Livro de Bolso

É uma versão mais barata e menor. Esses são aqueles famosos livros que cabem em qualquer lugar. Tanto a capa quanto as folhas são bem mais delicadas, mas não é sempre assim.
Possuo algumas edições de bolso que são ótimas, a folha não é tão fina e a capa também não, mas já vi que as edições de bolso de As Crônicas de Gelo e Fogo é bem ruinzinha por conta das folhas serem extremamente finas e possibilitarem você ver a página seguinte através de outra.

Na minha opinião as paperbacks são bem melhores, além de terem preços mais acessíveis. Se você é daqueles que gostam de colecionar diversas edições dos livros, vale a pena investir em pelo uma versão em hardcover ou hardback.
Apesar de gostar bastante de muitos livros, eu não sei se teria coragem de investir um dinheiro alto por conta da capa ser dura ou não. Os únicos livros que eu possuo com capas duras e jacket são por não ter uma alternativa mais barata.

Se você quer comprar livros em sites internacionais, eu recomendo o Book Depository e a Amazon. No Book Depository você consegue ter a sorte de encontrar o livro em português. Nunca comprei em nenhum dos dois, mas muita gente já comprou, e inclusive a Mel do Serendipity está sempre indicando o BD.

Você tem algum tipo preferido de capa ou livro? Me conta ai nos comentários.

Resenha: Garota Exemplar

01 dezembro 2015

Pra começar vamos explicar uma coisa: o gênero desse livro não faz em nada o meu estilo. Eu sou uma pessoa que só lê best-sellers porque eu tenho preguiça de procurar outros livros, a não ser que alguém ou algum vlog indique, mas dentre eles eu sempre deixo de lado livros de suspense e mistério, e é exatamente isso que Garota Exemplar é. Eu fiquei muito apaixonada pelo filme, de verdade, e apesar de um pouco maçante, eu queria ler o livro, ver os detalhes retirados - que foram poucos - e saber mais sobre toda a Amy Exemplar.
Garota Exemplar
Gone Girl
Autor: Gillian Flynn
Editora: Novo Século
Ano: 2012-2014
Páginas: 448
Nota:
Sinopse: O livro começa no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne, quando a linda e inteligente esposa de Nick desaparece da casa deles às margens do rio Mississippi. Sinais indicam que se trata de um sequestro violento e Nick rapidamente se torna o principal suspeito. Sob pressão da polícia, da mídia e dos ferozmente amorosos pais de Amy, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamento inapropriado. Ele é evasivo e amargo — mas seria um assassino? Ao mesmo tempo, passagens do diário de Amy revelam um casamento tumultuado — mas ela estaria contando toda a história? Alternando entre os pontos de vista de Nick e Amy, Flynn cria uma aura de dúvidas em que o cenário muda a cada capítulo. À medida que as revelações surgem, fica claro que, se existe alguma verdade nos discursos de Nick e Amy, ela é mais sombria, distorcida e assustadora do que podemos imaginar.
A narrativa de Gillian Flynn é muito incrível, e não me recordo de ter lido qualquer livro onde o narrador praticamente conversa com o leitor da forma que Amy e Nick fazem em seus pontos de vista. Até certa parte do livro, o ponto de vista de Amy é a partir de um diário escrito por ela, onde ela relata aproximadamente uns sete anos de sua vida e diversos momentos bons e ruins de seu casamento. A intenção de nossa Garota Exemplar aqui é que você a ame a partir dos relatos no diário, mas que não fique plenamente com ódio de Nick com as coisas que ele fez.

O livro possui uma trama intensa, as vezes confusa e muito surpreendente, e a partir dele você verá o quanto as aparências enganam. Você terá personagens rancorosos e vingativos, muito vingativos, mas também disciplinados à ter o que querem, a punir aqueles que saem da linha.
Assim como o filme, o inicio do livro é um pouco entediante, você tem que suportar as mentirinhas estúpidas de Nick, sua falta de emoção com o desaparecimento da esposa, e principalmente os pais babacas de Amy. Depois de certo tempo o livro começa ganhar "ação" e passa a te encher de dúvidas em relação a esse casal. Você vai sim querer saber o que aconteceu com Amy Exemplar, mas depois de um tempo isso some da sua cabeça e a única coisa que você quer saber é: quem está falando a verdade?
Essa era minha décima primeira mentira. A Amy de hoje era agressiva o suficiente para você às vezes querer machucá-la. (...). Minha esposa não era mais minha esposa, mas um nó de arame farpado me intimando a desfazê-lo, e eu não estava à altura do trabalho, com meus dedos grossos, insensíveis e nervosos.
Eu queria ter deixado para descobrir o final com o decorrer do filme, mas depois de ver um comentário na internet eu não me aguentei e fiz a idiota e procurei o final, o que me deixou chocada ao descobrir quem é está mentindo e quem não está, quem é o manipulador e quem é o manipulado.
O livro não é só uma "crítica" ao casamento, mas também as mídias televisivas que são repletas de mentiras, e uma grande mudança na forma de propagação da informação, já que Nick e Amy trabalhavam em uma revista - ele jornalista e ele criava testes de personalidade - e foram demitidos com a ascensão da era digital.

Gillian Flynn gera uma reflexão durante a leitura, nos faz questionar o porque de diversas coisas que aconteceram, e arrisco dizer que até nos obriga a escolher um lado. O final de Garota Exemplar talvez seja o mais perturbador possível por conta da grande reviravolta que temos.
Uma coisa bacana no filme é que está tudo ai. O livro inteiro está no filme, exceto uma cena da qual descobrimos um pouco mais sobre um personagem em especial, e eu não me aguentei e fui obrigada a aproveitar o fechamento de uma locadora para comprar o dvd. O filme tem o roteiro escrito por ninguém mais ninguém menos que: Gillian Flynn.

Resenha: Belo Desastre, Desastre Iminente e Belo Casamento (série Beautiful)

16 março 2015

Estejam preparados para um post mais do que grande para essa resenha, afinal, são três livros detalhados e narrados em primeira pessoa, ou seja, há mais do que histórias, há também o sentimentos dos personagens que estão narrando. 
Belo Desastre
Beautiful Disaster
Autor: Jamie McGuire
Editora: Verus
Ano: 2011
Páginas: 389
Nota:
Sinopse: A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo badboy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.


Descobri "Belo Desastre" através de um grupo de fanfics no Facebook, e fui atrás do eBook pra poder ver o porque tanto falavam de Travis Maddox.
Pra começar vale ressaltar que a sinopse está bem ruim, porque ela não retrata nada sobre o livro em si, e a personagem não é como nos diz a sinopse. Na verdade Abby bebe mais do que a maioria das mulheres - e homens -, é uma ótima jogadora de pôquer e não é tão certinha quanto parece. Quando quer, Abby Abernathy sabe ser sexy e fazer Travis ficar louco.

Muitos podem chamar Travis de louco, controlador e mais um monte de coisas, e eu também sou obrigada a concordar, mas vamos dar um desconto porque ele é novo nessa história toda de amor. Ele é o caçula de cinco irmãos (todos briguentos iguais a ele) e o que menos teve contato com a mãe, o que significa que ele não tem muito desse contato materno e a parte feminina que muitos homens têm escondidas dentro de si - ou não - não pode aflorar nele.

Travis faz parte do Círculo, quase que uma sociedade secreta de luta de universitários e no Círculo ele é conhecido como "Cachorro Louco". Não apenas pela agilidade nas lutas, mas também pela beleza, as mulheres da faculdade vão todas atrás dele, mas o cara é do tipo que adora casos de uma noite e nunca quer nem conversar depois do sexo, mas todo mundo sabe que com Abby vai ser diferente, porém isso é algo que ela não quer por conta do histórico dele. 

Logo que comecei a leitura, pude notar que a escrita era bem parecida com muitas fanfics que eu já li, e até pensei que fosse um livro escrito por adolescente, mas era o contrário. Jamie McGuire possui diversos livros publicados e em diversos gêneros diferentes, mas pelo livro ser Young Adult talvez essa tenha sido a intenção dela. 
Algumas cenas são totalmente desnecessárias - a da cantoria principalmente - e alguns personagens também. Abby mesmo sendo a personagem principal e narradora, é uma que eu achei bastante chata durante todo o livro. A melhor amiga dela, América, da um tom quase cômico ao lado do namorado (e primo de Travis), Shepley, e teve momentos que ela conseguiu ser bem chata, assim como Shepley também conseguiu com toda a sua paranoia em relação ao Travis com qualquer amiga de namoradas dele, mas eu vou dar um desconto à ele por Shep ser uma pessoa que é bem profunda em seus relacionamentos amorosos.


Resenha: Fangirl

05 fevereiro 2015



Eu nunca li qualquer livro da Rainbow Rowell, e sempre vi todo mundo falando sobre eles. Resolvi ler "Fangirl" por se tratar de Cath, uma escritora de fanfics, assim como eu.
Fangirl
Fangirl
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Páginas: 429
Nota:
Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenafa aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar.

Confesso que pulei todas as partes que o livro faz citações dos livros de Simon Snow, mas acho que isso não se fez necessário na leitura.
Fiquei com muito ódio de Cath em diversas situações com sua irmã gêmea, pelo fato dela sempre a perdoar mesmo quando ela estava extremamente errada.
Em relação a Raegan não há nada de ruim a falar, exceto que eu quero uma melhor amiga como ela. A garota com seu jeito meio bruto vai fazer com qualquer um goste dela. No começo do livro Cath até acha que a colega de quarto a odeia, mas depois da cena em que ela obriga Cather a ir comer no refeitório pode-se ter a certeza de que isso não é verdade.


O que falar de Levi? Incrível. O jeito carismático e todos-devem-me-amar dele te faz realmente amar o personagem. E quão fofo é ele fazendo Cath ler suas fanfics?
Eu até pensei que ia rolar algo entre Cather e Nick, e fiquei até feliz quando não aconteceu, mas até agora quero saber o que o parceiro de escrita dela fazia todas as noites depois da biblioteca.
Achei muito ridículo da partes Wren querer fazer contato com a mãe sumida dela, e pior ainda o pai tentar convencer Cath a fazer o mesmo, mas achei bem feito para Wren quando em certa parte do livro a mãe simplesmente parece não estar nem aí para ela após certos acontecimentos.


O livro é incrível e muito bem escrito, e não vejo a hora de começar a ler outro livro de Rowell.
Pode ser encontrado em .epub com uma qualidade incrível e tradução original do e-book.

Resenha: A Lista Negra

28 janeiro 2015

A Lista Negra
Hate List
Autor: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Ano: 2012
Páginas: 272
Nota:
Sinopse: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas.

O livro fala sobre a volta de Valerie a escola, tempo depois de seu namorado ter matado a queima roupa muitos dos colegas que praticavam bullying com eles.
Muita gente acredita que Valerie é culpada, e permanecem acreditando nisso mesmo depois que as investigações tiraram ela da lista de suspeitos. Para algumas pessoas ela é mais culpado do que Nick, pois ela quem começou a fazer a Lista Negra com o nome de todas as pessoas que ela queria que morresem, inclusive seu pai. Para a garota a lista era apenas algo para tirar de seus ombros a frustração, mas Nick fez com que ela se tornasse real.
Valerie passa por visitas constantes ao terapeuta, Doutor Hieler, e ele acredita que ela não é a mandantr das mortes, embora até a própria mãe da garota acredite. De início Valerie fica relutante em ir a escola, mas doutor Hieler a convence.
Em uma briga com seu diretor por causa das novas regras impostas, e cabisbaixa por seus amigos terem abandonado-a, Valerie consegue terminar seu ano letivo amiga de pessoas que ela chamais quis por perto.

O livro me causou um pouco de confusão, pois havia momentos que do nada Valerie voltava ao passado com lembranças do namorado que se suicidou após o massacre.
Fiquei também com um pouco de raiva por ela não ter tomado as rédeas e contado a Jessica que ela fora ameaçada.
Pensei em desistir no começo, mas depois as cenas de Jessica e Valerie me obrigaram a continuar.

Resenha: Guerra Civil: uma História do Universo Marvel

19 dezembro 2014

O negócio anda meio enrolado e preguiçoso aqui no blog, e sou culpada. Desculpe.
Ando com preguiça até de levantar da cama, quanto mais pra ler um livro, mas eu me desafiei e li um livro em um dia.
Todo nerd que se preze está ansioso pro terceiro filme do Capitão América, que será feito com base na HQ da Guerra Civil.
Passeando pela Livraria Cultura, encontrei um livro - isso mesmo, li-vro - que narra os acontecimentos da HQ, e aparentemente poucas coisas são diferentes do gibi, mas a história ainda é a mesma.

Guerra Civil
Civil War
Autor: Stuart Moore
Editora: Novo Século
Ano: 2014
Páginas: 398
Nota:
Sinopse: A épica história que provoca a separação do Universo Marvel. Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark - o Homem de Ferro - é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a 'Guerra Civil'.

O livro é divido em partes, e contém quatro epílogos (Invisivel, Aranha, Ferro e América).
Assim como nas HQs, o livro contém suas partes humoradas, e um vilão diferente dos habituais: o Homem de Ferro.

Guerra Civil é uma leitura muito bacana e assim como a HQ, é outro must read* para os fãs da Casa das Ideias.
Durante toda a leitura eu fiquei em cima do muro e não sabia qual lado decidir, embora agora eu seja totalmente contra o registro.
Como uma grande fã do Homem de Ferro, esse livro conseguiu me deixar com um ódio tremendo do personagem, e é claro, da Maria Hill, que em Guerra Civil se torna diretora da S.H.I.E.L.D. e cuida da operação para os heróis fazerem o registro de forma arrogante e prepotente.
A forma como são tratados os heróis que não querem se registrar e revelar sua identidade é fora desse mundo, literalmente. Eles são mandados para uma prisão na Zona Negativa, que é um universo paralelo que abriga uma prisão sinistra para heróis e vilões.
Os vilões que não querem se registrar são mandados para a Zona Negativa, e os que aceitam, irão fazer parte do Thunderbolts, que é formado por super-vilões que "ajudam" na busca de mais heróis para o registro.

O Homem-Aranha é um personagem essencial para a história, e no inicio ele aceita se registrar, e mostra ao mundo que é o Peter Parker em rede nacional, mas isso o começa a deixar preocupado, visto que agora que os vilões sabem sua identidade, eles podem ir atrás de sua tia, que é sua grande preocupação. Preocupado com a segurança dela, ele esconde sua tia, e se volta contra o registro, ficando do lado dos rebeldes, que são liderados por ninguém mais, ninguém menos que o Capitão América.

O motivo de Peter se voltar contra o registro, é o mesmo motivo pelo qual eu não sou a favor dele, visto que isso acabaria com a vida de muitos heróis (J. Jonah Jameson abre um processo contra Parker por conta das fotos do Aranha que ele entregou ao Clarim durante anos, e antes de toda a história do registro, o Demolidor quase perdeu seu direito de advogar caso fosse provado que ele era mesmo o Demolidor).